Como reduzir o desperdício no café da manhã do hotel

Equipe HSPOT · · 6 min de leitura

O café da manhã é um dos momentos mais lembrados da hospedagem — e um dos que mais jogam comida fora. O motivo é estrutural: o buffet é montado para o pior caso. A cozinha não sabe quantos hóspedes vão descer, a que horas, nem o que cada um vai comer. Então produz para todos, e o que sobra às 10h volta para o lixo.

Não existe uma medida única que resolva. Mas existe um caminho, e ele começa por medir.

1. Meça as sobras durante duas semanas

Ninguém reduz o que não mede. Durante duas semanas, ao fim de cada café, pese o que sobrou de cada item — pães, frios, frutas, ovos, bolos, sucos — e anote junto a ocupação do dia. Em pouco tempo aparecem os padrões:

2. Produza pela ocupação, não pela capacidade

Com a medição na mão, a produção do dia passa a partir de quantos hóspedes estão de fato no hotel — e não da capacidade do salão. Ocupação de 40% num dia de semana não pede o café de um sábado lotado.

3. Reponha em ondas, em travessas menores

Travessa grande cheia às 6h30 é bonita e cara. Repor com mais frequência, em recipientes menores, deixa o buffet sempre com aparência de cheio e segura a produção para o horário em que ela vai ser consumida. Saber o horário de pico do seu salão é o que permite planejar as ondas.

4. Revise o cardápio com os números

Alguns itens sobram sempre e quase ninguém sente falta deles. Outros podem ser feitos na hora, sob pedido — omeletes, tapiocas, ovos — em vez de ficarem prontos no rechaud. A medição das sobras diz quais são.

5. Programe o café com o hóspede

A forma mais direta de produzir só o que será comido é perguntar antes. No café programado, o hóspede escolhe na véspera:

Com um horário de corte na véspera, a cozinha começa o dia sabendo quantos cafés vai servir, de quê e para que horas. As restrições alimentares chegam junto, antes de alguém ter de perguntar no salão.

6. Não monte para quem não desceu

Mesmo com o café programado, há quem mude de ideia. No restaurante, a cesta pode ir para a cozinha só quando o hóspede chega — e a lista de quem ainda não pediu permite à recepção oferecer o café a tempo, em vez de descobrir a ausência depois.

7. Doe o que ainda está bom

O excedente que ainda está próprio para consumo pode ser doado. A Lei nº 14.016/2020 autoriza estabelecimentos que produzem ou fornecem alimentos a doar excedentes não comercializados, dentro das condições de segurança sanitária que ela estabelece. Uma parceria com uma instituição próxima transforma parte da sobra em ajuda.

Resumo